6
de
julho
Poesias
BOM DIA, TRISTEZA
Bom dia, Tristeza.
Eu sinto o corpo viver só sem alma.
Nem o amor que foi me devolve a calma.
Nem mesmo o tempo louco me faz esquecer.
Bom dia de novo.
Eu hoje acordei e me peguei chorando.
Queria mesmo era despertar cantando.
Queria, na verdade, deixar de sofrer.
Bom dia, repito.
Tenho preso na garganta um negro e certo grito.
Do coração me sai uma porção de agito.
Vontade louca mesmo era de lhe ver.
Bom dia, me calo.
Só o silêncio terno pode acalmar
a dor que sinto dentro sem querer parar.
Fernando Tanajura Menezes
Não é fácil
ficar longe de você
Não é fácil aceitar que não
poderei mais te tocar
Não é fácil saber
que você
não voltara pra mim
Não é fácil entender
porque tudo acabou
Não é fácil
pois te amo mais que tudo
Não é fácil
porque foi com você que sonhei ser feliz
Não é fácil porque é
de você que preciso
Não me deixe
Porque não é fácil viver sem você
"A morte não e a maior perda da vida.
A maior perda da vida e o que morre dentro de nos enquanto vivemos"
( Norman Cuisins)

DOR NO PEITO
Dói-me no peito, saber que seus carinhos não são mais dados,
Dói-me no peito, saber que não posso beijar seus beijos
Nem ter seus braços nos meus abraços.
Dói-me no peito, saber que nem pergunta por mim,
Nem quer saber para onde vou, ou de onde vim.
Dói-me no peito, sentir a poesia que, em lágrimas, me faz declamar.
Dói-me no peito, menina, o abandono dos seus olhos.
Dói-me o peito, ver-lhe, envolvida por um sentimento
repleto de mentiras.
Dói-me o peito e me faz chorar o futuro que lhe aguarda,
Quando enveredada nesses caminhos, errantes.
Entristece-me muito, imaginar o mal
que lhe possa ocorrer; e mais ainda,
Sentir que lhe amo, lhe amo por demais
e por você não sou amado!
Sensibiliza-me saber da fragilidade do seu pequeno coração,
Não poder ouvir-lhe as batidas, nem o sentir nas mãos.
Menina, dói-me muito no peito, dedicar imenso carinho a você
E não ser digno dos seus olhares.
Faz-me doer muito o peito, a solidão que devasta, sem piedade,
Tão nobre coração que ama sem ser amado.
É triste ser desventurado…
(Joselito dos Santos)







